Certamente, muitos de nós nunca ouvimos falar sobre esse termo. No entanto, esse tipo de arquitetura está cada vez mais presentes, principalmente em obras da Austrália e Nova Zelândia. Mas, afinal, o que é “Arquitetura Modular”?
A Arquitetura modular segue o mesmo princípio da arquitetura convencional. Ou seja, de forma resumida, é elaborar belos projetos que “conversem” com o ambiente e atendam as principais expectativas daqueles que habitarão os espaços. Além disso, outro conceito bem presente é de conceder espaços funcionais explorando a repetitividade dos módulos de forma a não gastar tempo no que é comum, mas sim, no que é incomum. Um bom exemplo seria como dividir um projeto maior em partes repetiveis e semelhantes, mas cada um deles fundamentados para um objetivo final único.
De acordo com o engenheiro civil, Luiz Henrique Ceotto, esse conceito não deixa de ser uma arte. Uma arquitetura que funciona para se ter um projeto bonito. Dentro disso, observamos a falta de liderança muito grande no setor, pois ele é muito imerso em si mesmo e não articula com outros setores.
Um dado torna ainda mais expressivo, o crescimento da arquitetura modular. Na Austrália, por exemplo, de acordo com especialistas, 20% dos edifícios são feitos com módulos chineses e essa é uma tendência mundial. No entanto, a inovação se torna mais distante do Brasil pelas altas taxas de juro. “O Brasil sofre muito com legislação, se não fizermos algo com relação a tributação e novas formas de preparar o cliente para compra”, destaca o especialista.
A arquitetura modular é uma arquitetura de alta criatividade, por conta dos desafios, promove ainda mais a criatividade do profissional.
A utilização dos componentes modulares é mais comum na arquitetura de edifícios corporativos. Porém, a construção modular recebeu um golpe grande com o aumento dos materiais, principalmente, os de origem metálica, que são muito utilizados na construção modular, variando de 50% a 80%. Por isso, muitas empresas acabam tirando essa opção por conta desse aumento de 20% e 30% da construção total da obra.